♦ Cάѕѕiααн ♦'s profile† □■ Cάѕѕіααн ■□ ® †PhotosBlogListsMore Tools Help

Blog


    September 27

    Se eu pudesse voltar no tempo...

    TIRANDO POEIRA DO BLOG COF,COF,COF...rs =]

    Mudaria tanta coisa se eu pudesse voltar no tempo... deixaria de executar planos malucos,conheceria mais as pessoas à minha volta antes de pensar e mergulhar no pensamento de que são perfeitas e deprovidas de erros...

     

    Se eu pudesse voltar no tempo e fazer as coisas como devem ser ignoraria "alarmes falsos" de amigos traiçoeiros e arriscaria mais desafios...provavelmente se isso acontecesse eu me machucaria ainda mais do que a quantidade de "cicatrizes" que se formaram com o tempo e deixaram marcas,marcas profundas...

     

    Enquanto não puder mudar o mundo,revolucionar a realidade e voltar no tempo (ao menos que de alguma forma),vou sobreviver nessa "querra" da vida e reconstruindo meus castelos de areia,tantas vezes desmoronados,tantas vezes fantasiado,ilusões,ilusões apenas...grande alucinada,num mundo exatamente de alienados,que buscam a perfeição imperfeita,o doce e amargo risco de correr riscos e no meio da trajetória se machucar.

     

    Só os loucos não se iludem,acredito eu...

    A realidade não foi feita para ser vivida e sim idealizada,por que a verdade em si é uma mentira vaidosa...Boa noite ilusão!Salve,ó grande e idealizada quimera!Companheiros em vida e morte eternamente!!!

    September 21

    Deus te ama - EU>> Uma rockera católica

    Gente eu estou publicando este post para dizer que apesar de todas as coisas e pessoas que querem nos fazer se sentir tristes ,DEUS está sempre conosco e Ele nos ama,então nunca desanime,não desanime jamais,e lembre-se sempre que Deus te ama e você é o filho(a) mais amado(a) que ele tem.Pense nisso !!!

    gostou??

    se sim vai nesse blog aki óÓ >crismadadivino@blogspot.com

    I O RESTO SÃO SURPRESAS

    Beijinhusss bye-bye

    BOM FdS MIGUXOS >EU AMO VOCÊS ** =]DDDD

    September 14

    A gente se acostuma...

    A GENTE SE ACOSTUMA

     

    Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

    A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

    A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

    A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.

    A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto. 

    A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. 

    A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. 

    A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto. 

    A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
    Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.

    A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

    A gente se acostuma para poupar a vida.

    Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma

    SEGREDOS DE BELEZA DE UMA MULHER

    SEGREDOS DE BELEZA DE UMA MULHER

    Poema de Sam Levenson

     Sam Levenson escreveu para os seus netos, e Audrey Hepburn leu o poema para seus filhos na véspera de Natal de 1992.

    - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 

    1.

    Para ter lábios atraentes, diga palavras doces.

    2.

    Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas.

    3.

    Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos.

    4.

    Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez por dia.

    5.

    Para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinho.

    6.

    Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas; jamais jogue alguém fora.

    7.

    Lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, 
    você a encontrará no final do seu braço. Ao ficamos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo.

    8.

    A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside.

    9.

    A beleza de uma mulher não está na expressão facial, mas a verdadeira beleza de uma mulher está refletida em sua alma. Está no carinho que ela amorosamente dá, na paixão que ela demonstra.

    10.

    A beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos.

    - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 

    Sobre a autoria: colaboração Rosângela Aliberti

    Deus

    "Passei tanto tempo te procurando, não sabia onde estavas. Olhava o infinito, não te via e pensava comigo mesmo: "Será que Tu existes?" Não me encontrava na busca e prosseguia. Tentava te encontrar nas religiões e nos templos. E Tu não estavas. Te busquei através de sacerdotes e pastores e não Te encontrei. Senti-me só e desesperado. Te descri. Na descrença Te ofendi. Na ofensa, tropecei e caí. Na queda, senti-me fraco. Na fraqueza, pedi socorro. No socorro, encontrei amigos. Nos amigos encontrei carinho. No carinho, vi nascer o amor. Com o amor vi um mundo novo. No mundo novo, resolvi doar. Doando, recebi. Recebendo, me senti feliz. Feliz, encontrei a paz. E com paz, foi que te enxerguei, pois dentro de mim Tu estavas. E sem Te procurar... foi que Te encontrei."
    -- Anônimo
    September 07

    Quando a dor acaba...

    FATOS  VERÍDICOS

    !!!

    Quando a dor acaba

    "Uma mulher me esperava no restaurante. Ela sempre chegava um pouco antes; eu sempre um pouco depois. Fazia muito tempo que não a via, mas certos hábitos jamais se alteram. Vi que ela folheava um livro, acomodada numa mesa para dois. Ela sempre tinha um livro à mão para a hipótese de eu demorar mais que o razoável. O livro que ela lia naquele momento, vi depois, era uma pequena biografia de Marcel Proust sobre a qual eu escrevera na VIP do mês anterior.

    Era ela. Nadja, meu amor perdido.

    Ela estava de volta à cidade por uns dias para visitar a mãe. Nadja, depois que rompemos, conheceu um fazendeiro de Mato Grosso. Logo se casaram e ela mudou para lá para viver seu novo amor bucólico.

    "Tudo bem?", perguntei.
    "Graças a Deus."

    Rimos e o gelo se quebrou. Era uma piada particular nossa. Nadja era atéia. Ela jamais acreditara em Deus. Num certo momento, deixou de acreditar também em mim. Foi aí que nosso romance começou a terminar. Reencontros com amores passados servem para mostrar muita coisa. Mostram, por exemplo, como uma intimidade construída em anos pode se dissolver instantaneamente com o rompimento. Você trata com cerimônia constrangida alguém com quem, até pouco antes, tinha a mais absoluta liberdade.

    "A melhor coisa que você fez por mim, em muito tempo, foi indicar na revista este livro", ela disse. "Sou realmente grata a você." Era a Nadja de sempre, irônica, às vezes ferina mesmo num banal agradecimento pela indicação de um livro.

    "Uma frase", ela continuou. "Tem uma frase neste livro que talvez seja a mais linda que eu já li. E a mais triste também." Ela me passou o livro aberto numa determinada página. Nessa página, uma sentença estava sublinhada. Nadja costuma sublinhar as frases de que mais gosta nos livros que lê. Eu tentei muitas vezes fazer o mesmo, mas minha falta de método jamais me permitiu consolidar esse hábito.

    Li a frase sublinhada por Nadja. Ela tinha razão. É uma das frases mais tristes que alguém já escreveu. Proust disse: "Nesse nosso mundo onde tudo fenece, tudo perece, há uma coisa que se deteriora, que se desfaz em pó até de forma mais completa, deixando para trás ainda menos traços de si do que a beleza: a saber, a dor".


    LUTO ETERNO


    A dor. A dor da perda de um grande amor. A gente imagina que vai morrer sem ele. Como dói aquela ausência. Como dói a perspectiva de nunca mais ter nos braços alguém que a gente imaginava ao nosso lado para sempre. Nunca mais. E no entanto quando aquela dor torturadora se vai, vencida enfim pelo correr dos longos dias, o que sentimos não é alívio, mas vazio e frustração. É como se pensássemos: o grande amor exige uma dor eterna, um luto no coração até o último dia. Só que a dor, como disse Proust, dura ainda menos que a beleza.

    Devolvi o livro a Nadja e trocamos de assunto. O resto do almoço foi alegre. Lembramos certas passagens de nosso romance como na cena final de um dos meus filmes preferidos, Annie Hall, de Woody Allen, e rimos muito. Lembramos, por exemplo, o dia em que entramos por acaso numa festa de firma num bar no Terraço Itália e acabamos comendo mais, bebendo mais e rindo mais do que qualquer pessoa naquele salão. Lembramos a madrugada bêbada numa boate em que uma prostituta recomendou compostura a Nadja.

    E então era tempo de despedida. Sem drama. Ela refizera sua vida e eu a minha. Ela voltava para Mato Grosso e eu para minha vida de escritor barato. Já não doía como doera nem nela nem em mim, mas ali compreendi com clareza que a morte da dor amorosa também pode, de uma forma estranha, doer."

     Fabio Hernandez - Revista Vip Exame, edição de agosto/99